GUIA ARRAIAL DO CABO  REGIÃO DOS LAGOS  RJ
Praias excelentes para banhos e prática de esportes náuticos.
Oferecendo hotéis e pousadas para hospedagem e lazer na Capital do Mergulho.

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Suas 22 praias são formadas pela Lagoa de Araruama tendo com seus monumentos uma harmoniosa paisagem. Praias com águas tranqüilas premitindo a prática de esportes náuticos.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Arraial do Cabo esta situada em uma região privilegiada pela natureza com seus 35 km de praias, excelente para banhos e para a prática de esportes náuticos em geral. Recebeu o título de "Paraíso do Atlântico", e é conhecida como a Capital do Mergulho. O pesquisador e mergulhador francês Jacques Cousteau, ficou em sua visita, maravilhado com as praias de Arraial do Cabo, de águas azuis e cristalinas. Suas praias, lajes e ilhas são excelentes para pesca, possuindo grande variedade de peixes, onde grande parte de sua população vive e comercializa do pescado. A riqueza da fauna e flora marinhas da região é explicada pelo fenômeno da "Ressurgência", que consiste no afloramento das águas das correntes frias profundas originárias do Pólo Sul, ricas em nutrientes que integram a cadeia alimentar dos animais microscópicos, que por sua vez, alimentam outros animais maiores. Arraial do Cabo tem uma estrutura de um grande centro turístico, sem perder as características da vila de pescadores, que compartilhada com a natureza, faz do município um cenário espetacular, com um potencial turístico e uma geografia privilegiada.

Localização: Localizada a 160 Km da cidade do Rio de Janeiro, limitando-se ao Norte com Cabo Frio e a Lagoa de Araruama, e ao sul e leste com o Oceano Atlântico e a Oeste com a cidade de Araruama.

Resumo do Guia Arraial do Cabo Turismo e Negócios:

Aqui você vai encontrar diversas informações de Arraial do Cabo como por exemplo: Fotos e descrição dos locais turísticos, suas praias excelentes para banhos e prática de esportes náuticos, como surf, windsurf, jet-ski, vela, mergulho submarino, onde sua fauna e flora marinha são abundantes; dicas para onde ir, o que fazer, calendário de eventos e shows, variedades de hotéis, pousadas, casas e apartamentos para aluguel, venda e compra; serviços profissionais, anúncios, classificados, comércios; enfim, aqui você vai encontrar com facilidade tudo que precisa saber sobre a cidade de Arraial do Cabo e Região dos Lagos. Clique e navegue em nosso site, pois estamos fazendo o melhor para atender suas necessidades.

Arraial do Cabo foi projetada nacionanalmente por conta da justiça que foi feita aos seus intrépidos homens do mar

O dia 6 de junho de 2004 se transformou numa data memorável para a história de Arraial do Cabo, quando na manhã sublime deste dia, o nome de sete de seus pescadores foram imortalizados no  Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial. Deveras, foi  um marcante acontecimento, uma vez que ocorreu décadas depois do monumento ter sido concluído em 24 de junho de 1960, para onde foram transladados os restos mortais de nossos pracinhas e aviadores, vindos em urnas funerárias, do Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia(Itália).

            No dia 6 de junho de 2004, o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial erguido no Parque do Flamengo, estava radiante. Não era por menos, pois em um trecho daquele monumento que cobre uma área de 6.850 metros quadrados, encontrava-se tomado por  uma gente emocionada. Quando ali cheguei apressado, junto com meus colegas do curso de História da Veiga, já podia avistar o povo de Arraial do Cabo, reunido na plataforma, esperando o momento em que seus parentes seriam eternizados. Fui logo de encontro aquela gente e no meio dela, com a minha filha no colo, a Emilly,  contemplava de um lado, a escultura  de Alfredo Ceschiatti(representando irmanados, soldados das três Forças Armadas) e do outro, o pórtico de 31 metros de altura, constituído por dois “pilones”, em cuja base se encontra o túmulo do soldado desconhecido  e lá em baixo, observava a cerimônia da troca da guarda que fluía de forma cadenciada e solene. Lembrei que em algum lugar, o cineasta Flávio Cândido estava a registrar com sua câmera as imagens de todos os movimentos humanos significativos, pois ele sonha em fazer um documentário sobre a história do Changri-lá. De fato a história do Changri-lá e de seus tripulantes é digna de ser registrada em um filme.

            As tropas desfilavam diante da escadaria que dá acesso à plataforma onde o povo de Arraial do Cabo encontrava-se silencioso.

            Depois que a guarda da Marinha recebeu dos soldados do Exército a incumbência de guardar pelos próximos três meses o monumento, enfim o povo de Arraial do Cabo se dirigiu para o subsolo, através de uma escadaria em mármore perlado lustrado. Lá se encontra a câmara fúnebre, onde se contempla os mais de 460 jazigos de mármore preto nacional com tampas de mármore de Carrara, os quais tem gravados, o nome, graduação ou posto, unidade, data de nascimento e morte dos soldados e aviadores brasileiros que tombaram na Itália. Vimos à esquerda, na parede, do início ao fim do grande salão, gravados, os nomes dos navios e dos homens das Marinhas de Guerra e Mercante, dos militares do Exército mortos nos torpedeamentos e dos combatentes não identificados.

            Depois dos discursos das autoridades, os familiares representantes dos pescadores, descerraram o pano. Muitos aplausos e emoção, lágrimas incontidas escorreram pelas faces dos espectadores, em sua maioria, mulheres, marcadas pelo sofrimento infringido pela guerra. Ali encontrava-se diante de todos, gravados, os nomes dos seus intrépidos trabalhadores  do mar, cabistas: José da Costa Marques, Deocleciano Pereira da Costa, Apúlio Vieira de Aguiar, Ildefonso Alves da Silva, Joaquim Mota Navarra, Zacarias da Costa Marques e Otávio Vicente Martins. Enfim, imortalizados.

            Agora, esses pescadores cabistas, fazem parte e de modo muito peculiar, de um episódio histórico que mudou de um lado a história da humanidade e do outro, a vida de humildes famílias da heróica Arraial do Cabo. Trata-se de um povo gerador de uma sofrida e destemida classe de trabalhadores, pois mesmo sabendo do perigo que estavam expostos quando saíam para o alto mar no período de beligerância causado pela Segunda Guerra, os pescadores cabistas não se intimidavam. Trabalhar era preciso, pois suas famílias em casa e em terra firme e segura,  precisavam sobreviver. Vale dizer que uma das áreas mais perigosas para a navegação aliada, situava-se exatamente na costa e ao lago de Arraial do Cabo. Nessa zona, onde a costa brasileira muda abruptamente de direção, os submarinos ficavam a espreita de fazer novas vítimas. O próprio algoz do Changri-lá, o U-199, havia torpedeado, sem sucesso, próximo a ilha do Farol, um navio tanque norte-americano - o SS Eagle - no dia 25 de junho de 1943, ou seja, um mês antes de destruir o barco de pesca Changri-lá. Diga-se de passagem que no mês de julho daquele ano, seis submarinos nazistas foram afundados, um deles, graças a informação fornecida por um anônimo pescador.

            Do subsolo resplandecido pelas pulsantes emoções e pela luz dos refletores advindos dos aparelhos da mídia televisiva que fazia a cobertura da solenidade, nos conduzimos de volta a entrada do subsolo, onde se encontra os painéis que representam, em cerâmica, aspectos representativos da vida e da luta no mar, e tem, no sopé, os nomes dos navios brasileiros torpedeados. O pano azul, estava a encobrir o nome do Changri-lá. E logo após alguns dizeres de minha parte, eu e mais duas descendentes dos mortos do barco, expusemos enfim o nome do Changri-lá à história, à eternidade.

            Alguns familiares, que assistiam o momento em que eu discursava, bem sabiam que  então eu vivia num dilema, pois ao mesmo tempo que enaltecia o feito da Marinha do Brasil em se fazer justiça à memória dos tripulantes daquele barco de pesca, não tinha um mês que o IEAPM me colocava na “rua da amargura”, sem esperar que eu viesse a concluir o curso de História pela Veiga, ou seja, me dispensaram do Museu Oceanográfico para onde doei o acervo de um museu que criei em 1987. Ou seja, apropriaram-se de um patrimônio cultural, para depois descartarem sem cerimônia, o patrimônio humano que deu vida e trajetória aquele acervo. Que gente inépita e infeliz. Será que não sabia os insensíveis dirigentes daquele Instituto que foi justamente como Diretor de extinto Museu Histórico Marítimo do Cabo Frio, que pedi a Procuradoria Especial da Marinha que viesse reabrir o processo relativo ao sumiço do Changri-lá e de sua intrépida gente pescadora ! Mas para a ironia do destino, lá encontrava-se quase ao meu lado e certamente bastante preocupado com o que eu porventura viesse a dizer na ocasião, o atual Diretor do IEAPM, que simplesmente lavou as suas mãos em relação a minha dispensa, mas do outro lado, seu assessor jurídico não deixou de me telefonar para certificar se eu iria comparecer na solenidade. Pois imaginem se eu, com o estado de espírito acabrunhado como estava, em represália, viesse a faltar aquela memorável homenagem com toda a imprensa que ali se fez presente. Bem sabia o Diretor do IEAPM, que todos iriam perguntar pelo protagonista que se empenhou para que aquele dia viesse a ser escrito na páginas da historiografia brasileira. Mas diga-se a bem da verdade que faltou ao Diretor do IEAPM coragem para enfrentar o desafio(de contrariar o desejo de oficiais reformados e de civis medíocres que reinam absolutos na esfera de poder do IEAPM). Penso então que tais homens de nossa Marinha carecem em valorizar cidadãos que nas suas devidas posições e esferas de competência, conseguem, a despeito das dificuldades e das limitações, se esforçar para que a mentalidade marítima seja incutida no seio do povo brasileiro. Em outras palavras, tudo indica que aqueles homens de nossa própria Marinha, não sabem, ou ignoram que a tarefa de influir sobre a mente do povo é hercúlea, pois para alcançar aquele objetivo, é preciso que o povo reconheça o mar como fundamental para o bem-estar da nação. Enfim, tenho plena certeza que estes homens não estão interessados em fortalecer o conceito de que a mentalidade marítima é uma das parcelas do Poder Marítimo e que eu, portanto, servia a este mister, já que meu trabalho sempre atingia uma parcela do povo brasileiro, difundindo a mentalidade marítima e propagando-a com os parcos recursos que eu tinha às mãos. Livros publiquei, um museu eu fundei, e o caso do Changri-lá afinal, solucionado,  é uma grande prova do que acima venho afirmar. Agora o que fez a própria Marinha do Brasil, que recebeu das mãos do povo de Arrail do Cabo, um abaixo assinado contendo 700 assinaturas, que pedia aquele Diretor que eu permancesse pelos menos até o final do ano de 2004. Mas o povo ficou e ficará sem sua resposta, uma vez que o ranço autoritário não foi expurgado da Marinha, pois esqueceu ela, que deixou de governar o Brasil, sob uma ditadura que mergulhou o País nas muitas das atuais mazelas sociais que então amargamos. E o IEAPM como uma instituição científica, na verdade, encontra-se na contramão da história, uma vez  que através de seu Museu Oceanográfico tinha tudo para enriquecer sobremaneira o Patrimônio Histórico e Cultural da região onde o referido Instituto encontra-se inserido, seja pelo aumento do acervo que lhe doei, seja mantendo-o sob a tutela de um historiador reconhecido localmente.

                E se o IEAPM, infelizmente não sabe de fato que o mar é uma “escola de força e de previdência”, também aproveito o momento para denunciar que em falta, também se encontra o governo municipal de Arraial do Cabo, que ainda não construiu em local nobre da cidade, um memorial em homenagem aos mortos do Changri-lá e ainda não mandou imprimir aos milhares para ser distribuído entre o povo, o acórdão do Tribunal Marítimo que na data de 31 de julho de 2001, transformaram aqueles anônimos pescadores em heróis, que então mortos pelos submarinistas de Hitler, atingiram profundamente a vida de sofridas famílias de uma localidade cujo sustento basicamente vinha do mar. Fora uma época difícil para aquela gente, a qual é merecedora de todo o nosso respeito. Dona Geraldina, por exemplo, enlouqueceu, pois nem seu marido e o filho, Zacharias, voltaram para o aconchego humilde do lar. O pescador Zacharias, não passava de um garoto,  o qual, exatamente naquele fatídico mês de julho de 1943 completaria mais um ano de vida. Com ele morreu toda uma geração. Não é por menos que um provérbio judeu proclama: “Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro”.

Elísio Gomes Filho, diretor de pesquisa histórica da A TEIA, é graduando em História pela UVA, pós-graduado em História do Brasil e pós-graduando em História Contemporânea pela UCAM.I
Foi fundador do Museu Histórico Marítimo do Cabo Frio em 1987, cujo acervo atualmente se encontra doado ao Museu Oceanográfico do IEAPM, que o povo de Arraial do Cabo, seja vigilante com o referido acervo.

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Um dos famosos naufrágios existentes em Arraial do Cabo

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